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A importância de resolver questões anteriores em concursos públicos

Pessoal, como vão de feriado? Descansando, curtindo, aproveitando pra dar uma estudada?
Eu tô tentando fazer um pouco de tudo... já dei aquela bela cochilada de tarde que em dias normais não consigo, agora tô dando uma estudada e mais tarde vou tomar aquela gelada que ninguém é de ferro...


Mas... fazendo questões anteriores aqui (mesmo sem ver toda a matéria), me lembrei dum depoimento que li do prof. Gustavo Barchet sobre a importância desses exercícios. É isso que colo a seguir. Depois volto em outro post pra falar pq acho especialmente importante esta técnica de estudo.


Vamos as lições do mestre Gustavo... (é meio extenso, mas vale muito a leitura)

"Primeiramente, você tem que se dar conta de que resolver questões de provas anteriores da entidade (ESAF, CESPE, FCC etc) que vai elaborar a prova do concurso não é apenas ‘proveitoso’, ‘útil’, ‘importante’. Não, não. É muito mais que isso: é IMPRESCINDÍVEL.Em se tratando de provas objetivas, todo concursando tem que ter em mente que seu objetivo não é aprender Direito Administrativo, Contabilidade, Matemática Financeira ou qualquer outra disciplina exigida no certame, nem meramente resolver questões desta disciplina, mas resolver questões DA FORMA COMO ELAS SÃO ELABORADAS PELA ENTIDADE EM QUESTÃO. Vou relatar uma experiência pessoal para reforçar essa assertiva.

A situação em questão diz respeito ao concurso que prestei para Delegado da PF em 2002. Na época, estava em Brasília, fazendo o curso de formação para AFRF, e não dispunha, em função disso, de muito tempo para estudar. Desse modo, quando saiu o edital (salvo engano, a prova era aproximadamente três meses depois da publicação), eu tive que fazer um projeto de estudo o mais enxuto possível. Apesar de formado em Direito, meu conhecimento, exceto em Administrativo, Tributário e Constitucional, era extremamente limitado, e o concurso, em vista da remuneração inicial do cargo, dava toda a pinta de que seria disputado por candidatos com elevado nível de conhecimento jurídico, que já vinham se preparando para concursos como os da magistratura e do Ministério Público. Das matérias exigidas, cerca de 60% eu desconhecia ou conhecia muito pouco.


Pois bem, frente a essa situação e em face do tempo restrito até a prova, eu optei por escolher um material de estudo de boa qualidade, mas o mais sintético possível (e dêlhe Sinopse!!), e resolver um grande número de questões anteriores do CESPE. Aproveitando que estava em Brasília, pedi umas orientações para o Vicente (foi assim que eu conheci a figura), e ele me ofereceu todo o material disponível no Ponto. Peguei
o material, cerca de 40 provas anteriores, e dividi meu tempo em 60% de estudo teórico e 40 % de resolução de questões (em informática, matéria em que era totalmente ignorante, simplesmente paguei para um professor comentar as questões e limitei meus estudos a isso).


Bom, o resultado dessa minha metodologia foi que, dentre os 50.000 candidatos às 500 vagas, eu fiquei em 32% lugar. Não quero aqui fazer auto-adulação, pelo contrário, o que desejo é salientar que, apesar de meu restrito, verdadeiramente restrito conhecimento de boa parte das matérias da prova, eu pontuei o suficiente para ficar bem colocado. Por quê isso? Não é porque sou o gênio da lâmpada, nada disso, mas porque eu, ao resolver 3 ou 4 vezes cada prova, anotando minhas dúvidas e conclusões, aprendi de cada matéria os pontos cobrados pelo CESPE, E DA FORMA COMO PELA ENTIDADE COBRADOS.


Basicamente, eu aprendi, naqueles três meses, a ‘pensar CESPE’, e foi isso que me permitiu ficar bem classificado. Sem qualquer exagero, quando fui fazer a prova física, no tempo em que a gente fica esperando ser chamado para o exercício (oportunidade em que descobri do jeito mais infeliz que fazer barra é barra), ficamos num grupo de 30 ou 40 pessoas comentando a prova, e eu vi o desnível do meu conhecimento com relação a pessoas que fizeram 10, 12, 14% menos pontos que eu na prova. Elas tinham um conhecimento muito mais profundo (não estou exagerando, esta é simplesmente a verdade) das matérias jurídicas como um todo (3 ou quatro livros de cada matéria, estudo da jurisprudência dos Tribunais Superiores e do STF ...), ao passo que meu estudo foi disparadamente mais superficial (1 livro de cada matéria, nomáximo 2, e nem cheguei perto dos sites dos Tribunais Superiores). No entanto, eu tinha o que a maioria não tinha: um bom conhecimento dos posicionamentos do CESPE, da forma como ele elabora as questões, dos pontos que ele preferencialmente enfoca. Isso me permitiu uma boa classificação com um conhecimento muito mais limitado do que o de milhares de candidatos que nem chegaram a fazer a segunda fase do concurso.


Em síntese, trouxe o exemplo para enfatizar: faça questões, não apenas como complemento de estudo, mas como parte do seu quotidiano de preparação. Selecione as 30 últimas provas, faça um índice de disciplina por provas (questões 1 a 20 da prova de AFRF/2003: Português; questões 20 a 40 da Prova AFC/2002: Direito Constitucional etc) e resolva ao menos 3 vezes por semana uma prova (ou parte de uma prova) de cada disciplina do concurso, anotando todas as conclusões que conseguir retirar da resolução (tudo aquilo que você não conseguiu aprender, ou aprendeu deficientemente, estudando a teoria), as questões que considera interessante refazer num futuro próximo e as que errou e não conseguir descobrir o motivo. Experimente um mês esse método, e você perceberá a evolução de seu estudo, além do fato, por si só, de que a resolução de questões quebra a rotina mais tediosa (para a maioria) do estudo da teoria pura."


Comentários

Anônimo disse…
Muito bom! =D
André Pereira disse…
Também acho esta sugestão fantástica.

Se estiver estudando as normas, dá uma olhada no post mais recente com a lista de questões comentadas pelas próprias normas.

Eu achei bem mais produtivo do que ler todo o trem (as normas sim são muito difíceis de ler diretão).

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